A influência negativa das redes sociais em crianças e adolescentes
- Vladimir Bacaicoa
- 17 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Nos últimos anos, as redes sociais se tornaram parte do cotidiano de milhões de jovens. Plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e Snapchat oferecem entretenimento, conexão e até oportunidades de aprendizado. No entanto, o uso excessivo — ou sem supervisão — pode trazer impactos negativos significativos para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo de crianças e adolescentes.
A seguir, entenda os principais riscos e por que é essencial acompanhar e orientar o uso dessas plataformas na infância e adolescência.
1. Comparações irreais e impacto na autoestima
As redes sociais criam um ambiente onde tudo parece perfeito: corpos, rotinas, viagens, amizades e conquistas. Para crianças e adolescentes, que ainda estão construindo sua identidade, isso acentua:
Baixa autoestima
Insatisfação com a própria aparência
Ansiedade por não “ser suficiente”
Busca por aprovação através de curtidas e comentários
O filtro da vida perfeita pode gerar sentimentos constantes de inadequação.
2. Aumento da ansiedade e depressão
Estudos apontam que o uso prolongado das redes sociais está associado ao aumento de sintomas como:
Ansiedade
Depressão

Irritabilidade
Dificuldade de concentração
A pressão para manter presença online, responder mensagens, acompanhar tendências e não “ficar por fora” gera sobrecarga emocional.
3. Cyberbullying e exposição ao ódio online
O ambiente digital facilita ataques anônimos e comentários maldosos. Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis a:
Cyberbullying
Exclusão social
Comentários ofensivos
Ameaças ou mensagens agressivas
Quando ocorre online, o bullying se torna ainda mais invasivo, pois o agressor invade o espaço pessoal 24 horas por dia.
4. Risco de exposição e segurança
A falta de maturidade para entender limites de privacidade aumenta riscos, como:
Exposição de dados pessoais
Contato com pessoas mal-intencionadas
Compartilhamento inadequado de fotos
Acesso a conteúdos impróprios
O desconhecimento sobre segurança digital deixa jovens mais vulneráveis a golpes e manipulações.
5. Dependência digital e dificuldade de desconexão
O design das redes sociais visa prender a atenção. Isso favorece comportamentos de dependência, impactando:
Sono
Rotina escolar
Vida social offline
Atividades físicas
Tempo de estudo
Em casos mais extremos, a criança passa a preferir a vida virtual à vida real.
6. Prejuízo no desenvolvimento social e cognitivo
O uso exagerado dificulta habilidades essenciais, como:
Comunicação presencial
Resolução de conflitos
Empatia
Criatividade
Atenção sustentada
Com menos tempo para brincadeiras, leitura e convívio real, o desenvolvimento integral é prejudicado.
Como os responsáveis podem ajudar
Apesar dos riscos, as redes sociais podem ser usadas de forma saudável quando há orientação e equilíbrio. Algumas práticas recomendadas:
✔ Estabelecer limites de tempo de tela
Criar horários para uso e evitar redes sociais antes de dormir.
✔ Acompanhar os conteúdos consumidos
Saber quem a criança segue, que vídeos assiste e com quem interage.
✔ Ensinar sobre privacidade e segurança online
Mostrar a importância de não compartilhar dados pessoais.
✔ Incentivar atividades offline
Esportes, leitura, música, jogos, hobbies e convivência familiar.
✔ Manter diálogo aberto
Falar sobre sentimentos, pressão social e como lidar com frustrações digitais.
Conclusão
As redes sociais fazem parte do mundo moderno, mas seu uso inadequado pode trazer impactos sérios para crianças e adolescentes. O papel dos responsáveis é fundamental para garantir que a tecnologia seja uma aliada — e não uma ameaça — ao desenvolvimento saudável dos jovens.
Com orientação, equilíbrio e acompanhamento, é possível transformar o ambiente digital em um espaço mais seguro, consciente e positivo.




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