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SÍNDROME DO PÂNICO

Atualizado: há 9 minutos


Compreendendo o Transtorno de Pânico em Profundidade


1. O QUE É A SÍNDROME DO PÂNICO?

A Síndrome do Pânico, clinicamente denominada Transtorno de Pânico, é um transtorno de ansiedade caracterizado por ataques de pânico recorrentes, inesperados e intensos, acompanhados de medo persistente de novos episódios e mudanças comportamentais significativas.

Ela está classificada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR) como um transtorno específico dentro do grupo dos transtornos de ansiedade.

Não se trata de “fraqueza emocional” ou “exagero”. É uma condição neurobiológica real, com base fisiológica, psicológica e ambiental.

2. O QUE É UM ATAQUE DE PÂNICO?

Um ataque de pânico é um episódio abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge pico em minutos e pode incluir:

Sintomas Físicos

• Taquicardia ou palpitações• Falta de ar ou sensação de sufocamento• Sudorese intensa• Tremores• Dor ou desconforto no peito• Náusea ou desconforto abdominal• Tontura ou sensação de desmaio• Formigamento (parestesia)• Sensação de calor ou frio

Sintomas Psicológicos

• Medo de morrer• Medo de enlouquecer• Sensação de perda de controle• Despersonalização (sensação de estar fora do próprio corpo)• Desrealização (sensação de que o mundo não é real)

O episódio geralmente dura de 10 a 30 minutos, mas pode deixar exaustão prolongada.

3. MECANISMO NEUROBIOLÓGICO

A síndrome do pânico envolve alterações nos seguintes sistemas:

Sistema Nervoso Autônomo

Hiperativação do sistema simpático → resposta de “luta ou fuga”.

Estruturas Cerebrais Envolvidas

• Amígdala → processamento do medo• Hipocampo → memória emocional• Córtex pré-frontal → regulação racional• Locus coeruleus → liberação de noradrenalina

Neurotransmissores Relacionados

• Serotonina• Noradrenalina• GABA• Glutamato

O cérebro interpreta um estímulo neutro como ameaça extrema, disparando resposta fisiológica intensa sem perigo real.

4. FATORES DE RISCO

A síndrome do pânico é multifatorial:

Genéticos

Histórico familiar de transtornos de ansiedade aumenta o risco.

Psicológicos

• Alta sensibilidade à ansiedade• Perfeccionismo• Necessidade excessiva de controle• Experiências traumáticas

Ambientais

• Estresse crônico• Mudanças abruptas de vida• Uso excessivo de cafeína ou estimulantes• Privação de sono

5. CICLO DO PÂNICO

  1. Sensação corporal leve (ex: coração acelera)

  2. Interpretação catastrófica (“vou ter um infarto”)

  3. Aumento da ansiedade

  4. Intensificação dos sintomas físicos

  5. Ataque de pânico completo

  6. Medo persistente de novo episódio

  7. Evitação de situações associadas

Esse ciclo mantém o transtorno ativo.

6. DIFERENÇA ENTRE ANSIEDADE E PÂNICO

Ansiedade:• Gradual• Ligada a preocupação específica• Intensidade variável

Pânico:• Súbito• Pode ocorrer sem motivo aparente• Pico rápido• Sensação iminente de morte ou colapso

7. COMORBIDADES FREQUENTES

A síndrome do pânico pode estar associada a:

• Agorafobia• Transtorno de Ansiedade Generalizada• Depressão maior• Transtorno obsessivo-compulsivo• Uso abusivo de substâncias

8. IMPACTOS NA VIDA

Sem tratamento adequado, pode gerar:

• Evitação social• Dificuldade profissional• Isolamento• Dependência de acompanhantes• Redução da qualidade de vida

Em casos graves, a pessoa pode deixar de sair de casa.

9. DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é clínico, realizado por psiquiatra ou psicólogo.

Critérios incluem:• Ataques recorrentes e inesperados• Preocupação persistente por pelo menos 1 mês• Alteração comportamental relacionada aos ataques

É importante descartar:• Problemas cardíacos• Distúrbios hormonais• Hipertireoidismo• Uso de substâncias

10. TRATAMENTO

O tratamento é altamente eficaz quando adequado.

Psicoterapia

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é padrão ouro:• Reestruturação cognitiva• Exposição interoceptiva• Treinamento respiratório• Psicoeducação

Medicamentos

• ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina)• IRSN• Benzodiazepínicos (uso controlado)

Intervenções Complementares

• Exercícios físicos• Técnicas de respiração• Mindfulness• Higiene do sono

11. PROGNÓSTICO

Com tratamento adequado:• Redução significativa dos ataques• Controle dos sintomas• Retorno à rotina normal

Sem tratamento:• Tendência à cronificação• Aumento de comportamentos evitativos

12. MITOS E VERDADES

Mito: É frescura.Verdade: É um transtorno neuropsiquiátrico real.

Mito: Quem tem pânico é fraco.Verdade: Pode afetar qualquer pessoa, independentemente de personalidade.

Mito: Nunca tem cura.Verdade: Pode ser controlado com tratamento adequado.

13. DADOS EPIDEMIOLÓGICOS

• Afeta cerca de 2% a 4% da população mundial• Mais comum em mulheres• Início típico entre 20 e 40 anos• Pode surgir na adolescência

14. QUANDO BUSCAR AJUDA?

Se houver:• Ataques recorrentes• Medo constante de morrer ou perder o controle• Evitação de lugares• Prejuízo na rotina

Procurar psiquiatra ou psicólogo é fundamental.

MENSAGEM FINAL

A Síndrome do Pânico não define quem a pessoa é.Ela é tratável, compreensível e superável com acompanhamento adequado.

Informação reduz medo.Conhecimento quebra estigmas.Tratamento devolve autonomia.

 
 
 

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